Semana de cão…
Esta semana foi difícil de passar e porquê? Porque foi cansativa, stressante, irritante, demorada, preocupante, difícil, já disse cansativa?
Segunda-feira o J. logo de manhã já andava nas corridas e nos tropeções pela sala e bateu com a cabeça numa esquina redonda de um armário e mesmo sendo uma esquina redonda ele rachou a cabeça… Estas situações são sempre bastante preocupantes e é necessário toda a frieza e calma possível, coisa que nem sempre acontece. Peguei logo nele em direcção às urgências com um fralda húmida na cabeça para tentar estancar o sangue. Era uma racha enorme que me deixava toda arrepiada. Pedi para telefonarem à mãe, porque não podia perder tempo. Chegamos às Urgências e fomos atendidos com rapidez por um médico atencioso e por uma enfermeira algo descoordenada. Levou três pontos na testa e portou-se como eu provavelmente não me portaria, foi um verdadeiro herói e pouco chorou. Eu ia falando para ele a fazia-lhe mimos, tentando minimizar o susto e o medo de ver aquelas pessoas estranhas em redor dele. Pouco tempo se passou e já ele dizia olá ao médico e à senhora que estava ao nosso lado a fazer nebulizações. Eu fiquei mais impressionada do que ele, porque é difícil de me habituar a ver anestesias e agulhas e fios e o próprio cheiro que ronda por aqueles sítios. Na volta passei pelo café onde a mãe do J. trabalha e junto com o filho entreguei-lhe o meu coração. Estava tão nervosa e com aquele sentimento de culpa de quem tem a responsabilidade de cuidar do filho e parece que falhou. Só quem lida com crianças é que sabe que isto pode acontecer mesmo ao nosso lado estando nós 100% atentos às crianças e mesmo assim não podemos evitar que estes azares aconteçam. Mesmo assim, este sentimento de culpa e de ficar com o coração encolhido não pode nunca deixar de existir e arrepio-me sempre que me lembro disso. A mãe compreendeu perfeitamente a situação (ufff….) e comentou comigo que ele em casa andava a fazer o mesmo, a caminhar e a atirar-se para o chão aos tropeções… Ai, a partir daqui o dia ficou pesado, o coração ainda tremia e fiquei com uma dor aguda no braço de ter andado tanto tempo com ele ao colo, com o peso todo só num braço e ao mesmo tempo de todo aquele nervosismo…
Na terça-feira fiz o horário das 19h, onde houve uma acção de formação com a nutricionista do centro sobre a importância de uma alimentação cuidada, direccionada para as crianças de creche. Mais tarde, uma família problemática “esqueceu-se” da filhota na creche e ninguém aparecia para a vir buscar. Passado uma boa meia hora alguém aparece finalmente… Horas extra que foram extra cansativas e que foram para o ar…
Quarta-feira houve despedida de uma colega de trabalho que vai embora, jantar até às tantas e… nunca mais é sexta?!
Quinta-feira, acordei feita zombie a pensar que era sexta. De manhã nem me atrevi a pegar ao colo nenhuma das crianças, andava a tremer por todo o lado com a tensão baixa.
Quando chegou a sexta-feira nem acreditei! Duas pessoas faltaram e da parte da tarde quatro bebés tiveram que vir para a minha sala, o que sobrepovoou a sala, mas foi muito engraçado ver a V. a fazer festinhas aos bebés e já parecia uma menina crescida, se não a conhecesse e soubesse que tem um ano, dizia que era uma mulher já com pelo mesos uns dois anos e meio
No final da tarde aconteceu uma coisa bastante chata e que com certeza já vos aconteceu também, mas vou ter que dedicar um post só a falar disso. Não me apetecia dar tanta importância a isso, mas estou a remoer cá dentro vezes sem conta… Um dia destes conto, quando o caso estiver mais ou menos resolvido…
