Wednesday, September 5, 2007

Ano novo, blog novo!

Para começar um ano novo, com vontades reforçadas, o blog vai alojar-se noutra casa! Espero actualizá-lo com mais frequência do que este, encontrar novos amigos e manter os que fiz através dele. Tenho muito carinho por este blog, porque foi o primeiro que fiz dedicado à Educação de Infância, especialmente à CRECHE!

A quem passar por cá, visite também www.crecheeaparece.blogspot.com! (agora não é cresce, é CRECHE mesmo Laughing)

Beijocas, até já!

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Saturday, August 4, 2007

Tenham umas boas férias!

Olá! Sim, há muito tempo que não escrevo cá, tenho pena de não conseguir impor a mim própria a regra que desde o início deste blog tentei cumprir que foi escrever pelo menos uma vez por semana. Fiquei mais viciada em ler blogs de colegas da área e em fóruns sobre Educação de infância.

Estive a trabalhar até dia 3 de Agosto e volto ao trabalho dia 31 para organizar a sala, sinceramente nem acredito que estou de férias e que o ano já acabou. Beijos rápidos de quase até amanhã, lembranças entregues, material que fui levando para a creche arrumado, confesso que saí de lá sem querer olhar para trás. Este último mês foi bastante cansativo, provavelmentenão pela quantidade de trabalho, mas por causa da minha vida pessoal que tem andado atribulada. Dias melhores virão e as férias terão que ser aproveitadas ao máximo. Quero esquecer-me rapidamente da creche, das pessoas, das coisas, dos planos de actividades, de tudo o que vivi intensamente estes tempos, para conseguir recomeçar o ano lectivo cheia de vontade de regressar. Mesmo que tenha sido muito bom, e que este ano tenha sido feito de um balanço bastante positivo, estou estafada, stressada, ainda não descomprimi. É o que espero rapidamente fazer nestes próximos dias, de preferência nas próximas horas…hihihi.

No próximo ano esperam-me as mesmas crianças com que passei este ano lectivo. Será a sala dos dois anos: que crescidos que eles vão estar quando regressarem. Será que ainda se lembrarão de mim? Dos colegas? Que aventuras nos esperarão em 2007/2008?! Estou curiosa…

E lá recomeço eu a pensar outra vez na creche! Não pode ser! Este tempinho vai ser dedicado a desligar-me do mundo da infância, vou tentar! Sinceramente não sei se vou conseguir:uma educadora não consegue desligar-se deste mundo! :)

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Sunday, June 24, 2007

Concertos para Bebés

Concertos para Bebés: Para termos sempre presente que é preciso inovar. Esta foi uma bela ideia que, felizmente, já virou moda em muitos sítios.

E já se pode encomendar o CD e tudo aqui

Inspirada por este vídeo, pela formação que ando a tirar e por outras coisas que me rodeiam ando a praticar mais afincadamente a viola, porque apercebi-me que já estava a ficar enferrujada (eu, não a viola), já levei para a sala o kazoo, guizos, pandeiretas, e estou a ponderar levar o meu espanta-espíritos que tenho à janela… Sons novos, diferentes, que lhes os cativem, que os façam sonhar…

Com esta panóplia de isntrumentos vou tentar resguardar a minha belíssima voz (cofcof) que neste momento está calada e constipada, porque o frio da noite de S. João não perdoou.

Eu sei, tenho andado ausente, mas melhor do que ninguém, vocês compreendem que às vezes é preciso dar um tempo e olhar em redor, em silêncio, para mais tarde dizer alguma coisa de jeito e não falar, por falar.

Beijos roucos ;)

 

P.S.: Ando com vontade de mudar a casa para o blogspot, mas queria mudar a casa inteira, será isso possível? Algum génio informático por aí?

 

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Saturday, March 31, 2007

Porque vale a pena ler

Mude,

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
ecscreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as
.

Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!

Edson Marques.

Ao explorar o site da Escola da Ponte, levou-me a este poema.

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Monday, March 26, 2007

Acerca de um post da Moika e os Putos :)

Durante muito tempo na minha sala tinha seis crianças e sim, recebia comentários desagradáveis vindo de colegas Educadoras (e não só): “Não deves fazer nenhum!”, “Só?!”. 

Não há sombra de dúvida de que é muito bom trabalhar com poucas crianças! Melhora o nosso relacionamento com as crianças, há mais intimidade, ganhamos muita mais paciência,  também damos mais mimos, mais atenção e elas sentem tudo isso. Na sala sente-se mais sossego, menos barulho e há mais calma para fazer as coisas em condições. No ano passado tinha 23 crianças dos 2 aos 3 anos e estava a maior parte do tempo sozinha na sala. Fazia na mesma o meu trabalho, planeando, accionando e reflectindo, mas no dia-a-dia, na nossa prática quotidiana tudo era feito mais apressado, havia mais confusão, o espaço da sala era bastante reduzido e isso não ajudava em nada, as crianças quase que se atropelavam umas às outras (tantas vezes reflecti e mostrei isso aos meus superiores). Mas pouco havia a fazer, era trabalhar com os recursos que tinha e pronto. Quanto mais crianças viessem, melhor, dizia o director. Eu sei, é tão bom ter crianças, é tão bom trabalhar, mesmo com crianças a dormir fora da sala na hora do sono por falta de espaço, era bom trabalhar naquele local, em vez de estar em casa, deprimida por não conseguir arranjar emrepgo.

  Depois, mudei de local de trabalho, a oportunidade surgiu e a diferença foi muita. No início do ano só com seis crianças, fazia-me até uma certa confusão, porque estava habituada a outro ritmo mais apressado que não aquele. Mas foi uma alegria! E no final sem dúvida que são as crianças que ganham com o facto de serem em menor quantidade, porque há mais disponibilidade para elas, logo fazemos um trabalho com grande qualidade pedagógica!

  Moika, tou contigo! :)

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Saturday, March 24, 2007

A Primavera chegou, eu sei que ela chegou!

  …E com ela vieram notícias fresquinhas daqui do Cresce. Sim, eu sei, tenho desleixado o blog, mas com o computador em baixo de forma e pouco tempo livre para me sentar e escrever com calma fez com que o blog ficasse adormecido.

  Em relação ao post anterior, por incrível que pareça (e acreditem que eu não tinha muita esperança), as coisas estão a melhorar, esta semana a mãe até veio à creche na hora do sono saber como o filho estava. Espero que este interesse súbito pelo filho e o cuidado com a sua higiene sejam para ficar. Fico feliz por ter contribuído para este facto, apesar de ainda estar incrédula que está mesmo a resultar.

  As coisas na creche não têm estado paradas: vou ter mais duas crianças em Abril e vai passar outra da sala do berçário para a minha sala. Os miúdos têm andado doentes e muito muito muito sensíveis a qualquer situação. A V. foi embora mais cedo com 40 graus de temperatura!!!!!!!!!!!!!!!!!!(os pais insistem em não ficar com as crianças em casa, mesmo com bronquites e derevidaos…humpf). É fim-de-semana e eu aqui em casa sem conseguir parar de pensar neles, será que já estão melhores?

  Na passada quinta-feira (dia 22) fiz 25anitos…e claro, houve festança na creche com direito a bolo de cenoura e cobertura de chocolate. Mais sujos de chocolate impossível, dá para imaginar, hehehe. De manhã também houve pintura de flores, de mãos, de braços de caras, de narizes e ficamos todos pintados para receber a Primavera. Da parte da tarde colocámos as flores já secas no placard e só tenho pena de não conseguir colocar no blog fotografias demonstrativas do que fizemos. (Já agora, estou a pensar em passar o cresce para o blogspot, será que alguém me dá uma ajudinha? obrigada! )

 

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Thursday, February 22, 2007

Desabafos…

Pois é, às vezes não conseguimos andar sempre com ânimo e motivação para trabalhar. E precisamos de desabafar…

Eu vou directa ao assunto: já tiveram problemas com alguns Encarregados de Educação das vossas crianças? Pois é, por causa de uma em particular ando com uma neura que não me deixa trabalhar em condições. É tão bom quando os pais querem participar e fazer parte da vida da creche e entendem, reconhecem e apreciam o trabalho que fazemos, não é? Mesmo que não o transmitam por palavras, simplesmente sente-se, é muito reconfortante saber que os pais estão descansados e felizes ao saber que os filhos estão connosco. Mas nem sempre é assim….é muito triste quando as pessoas implicam connosco simplesmente pelo desaparecimento de uma camisola, or exemplo. (quando a mãe em causa não passa qualquer tipo de necessidade financeira e tem milhentas camisolas e pode comprar outras milhentas camisolas), quando desconfia de nós e por causa dessa mesma camisola espalha que a creche não oferece condições nenhumas e que tratam mal as crianças, aí, o nosso coração parte-se e parece que todo o trabalho que fazemos de nada vale. Deixa-me desanimada, ofendida, desgostosa, triste.

Isto que vou contar acontece constantemente, varia apenas a hora a que acontece: a mãe chega com a criança ao infantário com o pijama ainda vestido, com a fralda por mudar, com os medicamentos que devia ter tomado logo de manhã por tomar, às vezes chega a trazer um pão para lhe darmos porque ainda não lhe deu qualquer pequeno-almoço, isto passa-se por volta das 10:30 da manhã. Entra pela sala dentro a queixar-se do filho, que ele só faz asneiras(uma criança de 18 meses), que nunca pára quieto, que a deixa sem paciência nenhuma, nunca o trata por filho, chama-lhe apenas “puto”, ou já me surpreendeu com “este sacana”, vem toda a semana com a mesma roupa, já suja (imaginem) com o mesmo body, nós é que o trocamos cá, e depois de o entregar na sala, passado um minuto abre a porta de repente como se nos fosse surpreender em qualquer acto condenável…. Às vezes só me apetece rir, porque os nervos são tantos que o que me apetecia era fazer o oposto. Trata-se de uma pessoa licenciada, com conhecimentos e posses, tipo classe média-alta, mas com muita pobreza de espírito depreendo eu… 

A criança, essa, sem culpa nenhuma, tem um peso muito abaixo da média, porque a mãe não lhe consegue dar comida em casa, pois ele vomita com muita facilidade, força o vómito, devido ao problema de carência que obviamente tem. Teve agora uma gastroentrite, por isso, dá para imaginar que ainda ficou mais magrinho, as pernitas dele têm a grossura do meu pulso e as fraldas até se tornam grandes. Para não falar que a mãe lhe compra sapatos 4 números acima do normal, veste-lhe roupa de verão quando agora está um frio de rachar e anda sempre com uma catrefada de medicamentos sem fim para tomar. Hoje demos-lhe cinco medicamentos: neostil, atarax, motilium, um para a diarreia, e um suplemento vitamínico. Ora, ele não anda a tomar estes medicamentos há 2 ou 3 dias. Já há mais de 15 dias que ele continua a tomar esta dose de medicação. A mãe diz que um é para ele não vomitar, outro para não fazer diarreia, outro para descongestionar as vias respiratórias, outro para lhe dar fome e outro para ele dormir (sim, ela foi à farmácia e pediu qualquer coisa para o “puto” dormir”). Pois, porque ela não tem um pediatra certo, queixa-se de todos e acaba por nenhum fazer o acompanhamento correcto à criança, simplesmente vai à farmácia e como conhece lá alguém, ela medica o filho. uuuufff…. 

Eu sei, há aqui muito por fazer. Já tentei falar muitas vezes com a mãe, mas ela mente. Diz que vai ao pediatra (e não vai), diz que em casa ele come (mas outras vezes lá confessa que ele vomita tudo), diz que não lhe tirou o pijama e vestiu uma roupa porque em casa estava muito frio (Não se quis dar ao trabalho, elas na creche fazem o trabalho todo, é para isso que lhes pago), não lhe muda a fralda porque ele fez o cocó no caminho para a creche (e todos os dias faz cocó no caminho para a creche? Incrível, TODOS OS DIAS), mas quanto à bendita camisola, isso, não passa um dia que ela não fale disso (Até já mandou a avó da criança para reclamar connosco) Que a culpa é nossa, ela estava no cabide e alguém a tirou por maldade e não tem jeito nenhum acontecer tal coisa. NOTA: No dia que a camisola desapareceu, a criança vinha vestida com ela, VOMITADA. Sim, a mãe trouxe a criança com a camisola suja de vomitado, como se não fosse nada com ela. Nós tiramos a camisola à criança e colocamo-la num saco plástico no cabide dele. Ora, quem é que ia roubar uma camisola toda vomitada dentro de um saco plástico?!? Ai, que paciência…..Isto já anda assim há meses, mas hoje senti-me mais em baixo. Hoje sinto-me muito desanimada… muito.

Desculpem…tinha que desabafar.

Posted by AtiRanA in 21:09:29 | Permalink | Comments (13)

Tuesday, February 20, 2007

As mordidelas

Pois é, a fase das mordidelas vai chegando aos poucos à sala, mas com ela vem também mais beijinhos, mais mimos, enfim, mais contacto, porque as mordidelas não têm sempre um intuito agressivo. As crianças mordem-se como uma forma de explorar, porque ainda é principalmente por via oral que sentem o mundo, identificam objectos, experimentam texturas e formas. Uma das brincadeiras preferidas quando exploram um livro é mordê-lo, deve saber a açúcar de certeza! Quando ficam zangadas uma das formas de comunicar é morderem-se, principalmente a si próprias, chamando a minha atenção. Por vezes também mordem os outros para observarem a reacção do outro. No momento da disputa de um brinquedo, irritam-se bastante e têm uma reacção bastante explosiva (uns mais do que outros, obviamente) e empurram, batem ou mordem. É uma situação que muitas das vezes nos ultrapassa porque as próprias crianças resolvem os seus conflitos umas com as outras. Não é um acontecimento que seja frequente na sala, mas de vez em quando lá vai o B. meter-se com a F., põe-se aos beijos, entusiasma-se e lá vai uma mordidela. A F. zangada, chora, porque é a mais pequena do grupo, mas tudo passa com muitos beijos e mimos do B., como se a pedir desculpa. A F. é a única criança que ainda não caminha completamente segura, apenas dá uns passos, mas daqui a uns dias de certeza que nos irá surpreender! É mesmo assim trabalhar em creche, as crianças surpreendem-me a cada dia que passa, com uma pequena vitória, seja uma palavra nova, um gesto diferente, uma imitação engraçada que não é apenas engraçada, é significativa e muito importante para o crescimento e maturação da criança.
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Friday, February 16, 2007

E então o Carnaval?

Bem, o Carnaval na creche ocorreu de forma muito simples e sem muitos alaridos, mas com muito divertimento. O principal foi mesmo a animação, muita música, balões e festa. As crianças vieram vestidas com uma camisola simples e calças de ganga, e cada criança tinha um chapéu com um animal feito na creche. Durante a manhã fomos dar um pequeno passeio em jeito de desfile para mostrarmos à comunidade envolvente da creche a animação que havia por lá havia. Foi também a primeira vez que as crianças da minha sala deram um passeio ao exterior. Foi uma festa pegada, uns já conheciam o caminho iam quase a correr, nem sequer queriam dar a mão; outros choraram e sentiram-se um pouco intimidados com tanta animação. Mas no final, quando regressámos à sala, ainda tinham entusiasmo suficiente para desfilarem mais um pouco na sala, tirarem muitas fotografias e andarem com os chapéus até à hora do almoço. Da parte da tarde, a festa continuou e um beijo grande que vêm por aí as mini-férias!
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Monday, January 22, 2007

O presente

  O G. vai embora da creche, porque a avó vem morar com os pais e vai ficar a tomar conta dos 3 netos (sempre são menos 3 mensalidades ao final do mês, é mais que compreensível) e decidimos fazer um presente para ele levar pra casa e não se esquecer de nós. O grupo (incluindo eu e a auxiliar) pintou as mãos e marcou-as, cada um com uma cor diferente, numa cartolina. Depois, colámos as fotografias de cada um ao lado das mãos respectivas e no centro a foto do G. com um poema simples, mas que diz tudo…

  Só no final do mês é que ele vai embora, por isso decidi colar o presente numa das paredes da sala. As crianças deliraram, e gostam imenso de observar o cartaz com as suas mãos delineadas e as fotografias. Já sabem identificar perfeitamente cada um dos seus colegas e relembram a experiência da pintura das mãos. Acho que vamos ter de fazer um cartaz definitivo para colocar na sala dado a receptividade da actividade.

  Ainda não senti falta do G. porque ele ainda não foi embora, mas vou ficar de coração partido… prefiro nem pensar.

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